Loucos por Acampamentos, road trips e mochilões

sábado, 23 de setembro de 2017

Camping Selvagem – Parque Estadual da Serra do Papagaio – Aiuruoca – MG

Feriado foi feito para acampar. Sendo assim, 7 de setembro de 2017 fomos, em um grupo de 14 amigos, conhecer o Parque Estadual da Serra do Papagaio. Diz o Wikipédia que o Pico do Papagaio possui 2.105 metros de altitude e está situado no município mineiro de Aiuruoca.

Pico do Papagaio visto da estrada que leva aos Garcias

Combinamos de nos encontrar no Restaurante e Cachoeira dos Garcias. Iríamos começar a trilha, de aproximadamente 6 km, ali. Ao sair de Caxambu – MG, rodamos até um pouco antes de chegar na cidade de Aiuruoca e pegamos uma estrada de terra por cerca de 13 Km. Estrada meia-boca, porém o El Poderoso (nosso carro 1.0) conseguiu chegar, depois de agarrar algumas vezes no chão. Os donos do local são gente finíssima e nos deixaram estacionar o carro sem nenhum custo no local.

Não contratamos guia e creio que, para essa subida, não seria preciso. A trilha é tranquila (um pouco mais cansativa que da Pedra Branca e melzinho na chupeta quando comparada a escalaminhada da Pedra da Mina), porém não é sinalizada, mas há poucos pontos de bifurcação. 

Ao descer a estrada do restaurante haverá uma pinguela. Ao passá-la basta seguir a estrada de terra para a direita. No seu fim, basta virar à direita (não vá ao sentido da casa a sua frente) e começar a trilha propriamente dita. Tentamos sinalizar a trilha com pedaços de sacolinha branca presas nos arbustos, pois alguns amigos chegariam no dia seguinte. 

Leitor, caso elas ainda estejam lá, nos avise hehe.

Sacolinhas indicando o caminho

Após uma subida íngreme com pedras soltas na trilha, chegamos em cima de um platô, em um campo aberto. Nesse ponto, a trilha fez uma bifurcação, seguimos para a direita. A tentação é seguir para a esquerda, pois o pico do Papagaio aparecerá nessa direção, mas seguimos sempre aquela dica, ir pela trilha que está sempre mais pisada, batida, gasta.

Platô, bifurcação a direita

O sol do meio dia castigou nesse ponto da subida, pois é um campo aberto. Depois de passar esse platô, começamos uma nova subida, também com pedras soltas pela trilha. Passamos outro descampado e chegamos em uma mata fresquinha. Após a mata e antes de mais uma subida, encontramos uma mina de água. A mina estava escondida em um bosque pequeno em um pedaço de trilha à direita. Enchemos nossos recipientes e começamos mais uma subida.

Um primeiro mirante surge. Dali a vista do sul de Minas já é surpreendente. Desse ponto foi possível observar alguns amigos retarda(tários) no platô bem lá embaixo.

Primeiro mirante

Paramos para comer e retomamos a trilha. Mais uns 15 minutos de subida e aparece uma bifurcação. Para a esquerda, encontra-se o santuário, onde acampamos. Para a direita está o restante da trilha que leva ao Pico do Papagaio. 

Como estávamos em um grupo de pessoas consideravelmente grande, decidimos montar acampamento no santuário, por existir um espaço grande para a montagem das barracas, um capim rasteiro e por termos a leve impressão que a altitude do santuário era maior que a do pico do Papagaio.

Acampamento, Pico do Papagaio ao fundo
Cozinha

Montados nosso acampamento e nossa cozinha, começamos nossos rituais de fim de tarde. Sentamos na beirada da pedra e esperamos o sol se pôr. Aplaudimos como de costume e organizamos nossas coisas para o frio que nos esperava a noite.


Pôr do sol
Nascer do sol

Ficamos receosos de acender uma fogueira, pois a vegetação ao redor estava muito seca. Porém, fizemos uma fogueira dentro de nossa cozinha, em meio às pedras e longe da vegetação. Colocamos uma lona no sentido do vento para não espalharmos fagulhas e passamos a noite. Noite de lua cheia. Não conseguimos ver muitas estrelas, pois a luz da lua não permitiu.

Foto oficial do grupo

Acampamos por duas noites. Na manhã do terceiro dia descemos e curtimos a cachoeira dos Garcias. Água muito, mas muito gelada, do jeito que é bom. 
Cachoeira dos Garcias
Acampamos mais uma noite em uma área perto da pinguela. Arrumamos nossas coisas e dissemos tchau a esse paraíso. 

Fizemos um videozinho meia-boca com um compilado dos momentos desse acampa, segue abaixo: